quarta-feira, 17 de abril de 2019


Lições Bíblicas do 2° trimestre de 2019 - CPAD | Classe: Adultos | Data da Aula: 14 de Abril de 2019.
TEXTO ÁUREO
“Mas um só e o mesmo Espírito opera todas essas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer." (1 Co 12.11)
Verdade Prática
O Criador dotou cada homem de talentos individuais para a sua honra e glória.
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Êx 36.1-3,8: Sabedoria divina para executar a obra
Terça - Êx 28.3: Capacidade divina aos escolhidos
Quarta - Êx 35.10,25,26: Mulheres capacitadas com sabedoria
Quinta - Rm 12.5-8: Fazendo a obra sábia e dedicadamente
Sexta - 2 Co 10.12-14: Sabedoria e humildade
Sábado - Jo 3.8; Ef 4.7: Escolha e capacitação dadas pelo Espírito

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Êxodo 31.1-11

1 - Depois, falou o SENHOR a Moisés, dizendo:
2 - Eis que eu tenho chamado por nome a Bezalel, filho de Uri, filho de Hur, da tribo de Judá,
3 - e o enchi do Espírito de Deus, de sabedoria, e de entendimento, e de ciência em todo artifício,
4 - para inventar invenções, e trabalhar em ouro, e em prata, e em cobre,
5 - e em lavramento de pedras para engastar, e em artifício de madeira, para trabalhar em todo lavor.
6 - E eis que eu tenho posto com ele a Aoliabe, filho de Aisamaque, da tribo de Dã, e tenho dado sabedoria ao coração de todo aquele que é sábio de coração, para que façam tudo o que te tenho ordenado,
7 - a saber, a tenda da congregação, e a arca do Testemunho, e o propiciatório que estará sobre ela, e todos os móveis da tenda;
8 - e a mesa com os seus utensílios, e o castiçal puro com todos os seus utensílios, e o altar do incenso;
9 - e o altar do holocausto com todos os seus utensílios e a pia com a sua base;

10 - e as vestes do ministério, e as vestes santas de Arão, o sacerdote, e as vestes de seus filhos, para administrarem o sacerdócio;
11 - e o azeite da unção e o incenso aromático para o santuário; farão conforme tudo que te tenho mandado.


HINOS SUGERIDOS: 134, 290, 305 da Harpa Cristã

OBJETIVO GERAL
Enfatizar que Deus deseja dotar pessoas de habilidades especiais para realizar obras especiais.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Para iniciar a lição desta semana, faça uma pequena recapitulação da lição passada. Cinco minutos são suficientes. Rememore sobre a importância do Tabernáculo para Israel e a relação dessa imagem para a Igreja hoje. Lembre que, tal qual o Tabernáculo, a Igreja é um projeto de Deus no mundo.

É importante fazer essa ligação com a lição anterior, pois o aluno deve ter bem claro na mente a concatenação das lições ao longo do trimestre. Assim, você poderá iniciar a reflexão sobre a importância dos artesãos para construir o Tabernáculo. Ora, o Tabernáculo era um projeto divino e Deus precisava de pessoas habilidosas para construí-lo. Por isso, Ele separou essas pessoas e as usou de maneira graciosa.

INTRODUÇÃO
Nesta lição, veremos que Deus chama pessoas especiais para realizar obras especiais. Estudaremos a respeito da importância de ser cheios do Espírito para realizar uma grande obra. E concluiremos a lição com um chamado à consciência a respeito do uso do talento dado por Deus para a glória dEle. Ora, o Criador concedeu a Moisés instruções e capacitou pessoas para construir o Tabernáculo e executar obras especiais. Não é diferente hoje, pois Ele continua a capacitar os escolhidos para a sua obra e espera que a façamos.
PONTO CENTRAL
Deus separa pessoas para fazer obras especiais.

I - HOMENS ESPECIAIS PARA SERVIÇOS ESPECIAIS (31.1,2,6)
Destacar como Deus chama pessoas especiais para executar serviços especiais;

1. Bezalel e Aoliabe, chamados por Deus (Êx 31.2,6).
Na lição passada, vimos que o Tabernáculo devia ser construído, bem como suas peças habilidosamente talhadas. Para executar essa obra, Deus chamou Bezalel e Aoliabe. O primeiro era da Tribo de Judá; o segundo, da Tribo de Dã (Êx 31.2,6). Ambos foram capacitados pelo Espírito de Deus a fim de trabalharem em toda sorte de obra em ouro, prata, bronze e madeira.

2. A prerrogativa de Deus (Êx 31.1,2).
O texto bíblico de nossa lição mostra que Deus chama a quem Ele quer para executar sua obra. Ele conhece a natureza de cada filho e, de acordo com ela, distribui talentos conforme a capacidade de cada um. Não por acaso, para construir o Tabernáculo, o Criador chamou pessoas inclinadas às artes e às ciências, capacitando-as para potencializar essas habilidades. Essa forma de Deus chamar está registrada ao longo das Escrituras. Pedro foi convocado para exercer seu ministério entre os judeus (Gl 2.8); e Paulo, com os gentios (Rm 11.13). Tratava-se de pessoas estratégicas para fazer obras estratégicas. É assim que Deus age.

Ao longo da história da Igreja, o Pai Celestial capacitou pessoas e deu-lhes sabedoria para edificarem o Corpo de Cristo. Ele pode falar ao seu coração agora acerca de um chamado. Seja sensível a voz dEle! Deus é quem chama!

3. A pluralidade do serviço cristão (Rm 12.4-8; 1 Co 12.8-10,28).
Muitas são as necessidades da igreja local, tanto de ordem espiritual quanto material (At 6.14). Elas manifestam-se na manutenção da comunhão cristã entre os irmãos, bem como na organização dos elementos funcionais do culto cristão. Para isso, na obra do Senhor, há lugar para diversidades de dons e talentos que envolvam liderança espiritual, musical, ação social e muitas outras esferas que exponham a necessidade da obra. Que você aplique o seu talento na obra de Deus!

SÍNTESE DO TÓPICO I
Bezalel e Aoliabe eram homens especiais chamados por Deus para executar serviços especiais.

SUBSÍDIO DIDÁTICO-PEDAGÓGICO
Após fazer a revisão da aula anterior nos primeiros cinco minutos, revele os objetivos e o ponto central da presente aula. Mostre o esboço da aula desta semana:
(I) Homens Especiais para Serviços Especiais;
(II) Cheios do Espírito, Sabedoria, Entendimento e Ciência;
(III) Usando os Talentos para a Glória de Deus.

Esses passos são importantes porque, diferentemente de nós, os professores, o aluno quase sempre não tem o arcabouço da aula na mente. Você pode aproveitar essa oportunidade para estimular o aluno a ler a lição na semana anterior à ministração da aula.

O processo do ensino-aprendizagem só acontece quando o professor e o aluno têm a consciência do mesmo objeto de estudo. Diferente disso, não há aprendizado.

II - CHEIOS DO ESPÍRITO, SABEDORIA, ENTENDIMENTO E CIÊNCIA (Êx 31.3-5)
Elencar as virtudes dessas pessoas: cheias do Espírito, sabedoria, entendimento e ciência;

1. Cheios do Espírito para realizar a obra (v.3).
O texto bíblico diz: “o enchi do Espírito de Deus”. Essa afirmativa vai ao encontro do que nós, pentecostais, sempre afirmamos: não há nada que possamos fazer na vida sem a direção e a ação poderosa do Espírito Santo. O texto em destaque declara que toda a criatividade, sabedoria, entendimento e ciência para construir o Tabernáculo e talhar cada peça em ouro, prata, bronze e madeira promanavam do Espírito de Deus. Aqui, há uma verdade maravilhosa para nós: para realizarmos uma obra espiritual, precisamos estar capacitados pelo Espírito Santo. Nessa perspectiva colocamos todas as nossas habilidades aprendidas nos bancos das escolas, das faculdades e da jornada da  vida a serviço do Rei Jesus. Assim, Deus nos usará poderosamente!

Portanto, a simbologia da capacitação espiritual para a construção do Tabernáculo se constitui figura de realidade espiritual do povo de Deus no ministério cristão (At 6.3; Ef 5.18).

2. Habilidades especiais para obras especiais (vv.4,5).
A Bíblia mostra uma diversidade de dons relacionados ao serviço cristão (Rm 12.3-8; 1 Co 12.4-6)
- dons esses que foram distribuídos pelo Espírito Santo, segundo o apóstolo Paulo
- na mesma perspectiva do processo de escolha de Bezalel e Aoliabe para a construção do Tabernáculo (vv.4,5).

Na igreja local, muitos trabalhos requerem habilidades especiais. Por exemplo, quem escreve precisa ser habilidoso no ofício da escrita; quem canta precisa ser habilidoso no ofício do canto; quem toca precisa ser habilidoso no ofício instrumental; quem prega precisa ser habilidoso no ofício da interpretação de texto e da retórica. Enfim, as necessidades de habilidades especiais para realizar obras especiais são inúmeras. Por isso que o Espírito Santo capacita pessoas para atividades bem específicas. É verdade que os dons de Deus não dependem de habilidades naturais. No entanto, o Senhor chama pessoas que tenham habilidades especiais para potencializá-las e, assim, executarem serviços complexos na igreja local.

SÍNTESE DO TÓPICO II
Para realizar obras especiais é preciso ter habilidades especiais por intermédio do Espírito Santo.


CONHEÇA MAIS
*Acerca de Romanos 12.3-8
“Antes de examinar os dons individualmente, devemos enfatizar que para cada dom o ponto é o mesmo: Se você tem um dom, use-o. É por isso que a lista de dons é incompleta - de fato, nenhuma lista de dons feita por Paulo é exaustiva [...]. Embora a passagem diante de nós dê algumas explicações com no máximo uma frase sobre como esses dons devem ser usados, o propósito primário de Paulo é motivação, não instrução.” Para conhecer mais leia Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento, CPAD, pp.893-94.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO
“Cultive a disposição de compartilhar com os outros. Os dons são manifestos quando as pessoas têm a expectativa de ouvir um recado de Deus, quer através das Escrituras, dos cânticos ou de um sussurro suave. Ensine-as a ouvir a voz de Deus. Ofereça aplicações práticas com exemplos pessoais e da vida de outras pessoas. Quando os dirigentes determinam um horário para compartilhar os dons, eles mesmos devem ter uma bênção para contar. Não deixe que ninguém diga, depois de longo período de silêncio: ‘Ninguém ouviu um recado de Deus'. Pelo contrário, devemos dizer: ‘Permaneçamos na presença do Deus que nos inspira reverência, e, se alguém tiver uma bênção para contar, fale'. Chegue, então, a um término positivo, contando aos demais as impressões de Deus sobre você. Como líder, esteja disposto a compartilhar. Seja um exemplo de semelhante expectativa” (HORTON, M. Horton (Ed.). Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2018, p.492).

III - USANDO OS TALENTOS PARA A GLÓRIA DE DEUS
Conscientizar que devemos usar os talentos para a glória de Deus.

1. Os talentos (habilidades) de Bezalel e Aoliabe.
Já vimos que Bezalel e Aoliabe eram artesãos altamente capacitados para trabalhar com ouro, prata e cobre, além de outros materiais como madeira. Mas algo devemos destacar: ambos se submeteram à revelação de Deus para executar com maestria as peças dos altares, colunas, cortinas e cores. Assim, revestidos do Espírito de Deus, Bezalel e Aoliabe passaram a ser especialistas para fazer tudo quanto fosse necessário para construir a estrutura do Tabernáculo de maneira esteticamente bela. Eles primeiro submeteram-se! Por isso o que faziam era para a glória de Deus!

Para fazermos alguma tarefa que glorifique a Deus precisamos ter a consciência profunda de que foi Ele quem nos chamou. Esse é o passo fundamental para que o nosso trabalho glorifique a Deus. Depois, é preciso admitir que, embora você tenha a mais importante capacitação secular, Deus sempre é quem dá a última instrução. Experimente submeter-se a Deus e fazer qualquer tarefa para a glória dEle!

2. Os talentos revelados na Igreja (Mt 25.14,15).
Embora Mateus 25 seja uma passagem bíblica que trata acerca da volta de Jesus, ela é uma bela ilustração para mostrar o que Deus espera que nós façamos com a nossa vocação. O que Ele exigiu de Bezalel e Aoliabe também está contemplado na Parábola dos Talentos. Nessa parábola a palavra grega talanton, que significa “talento”, ganha destaque. O termo refere-se à moeda de alto valor. Nesse contexto, o homem rico distribuiu vários talentos aos servos de acordo com a capacidade de cada um para negociar. Naturalmente, o homem rico esperava receber retorno dos servos. A mensagem aqui é clara: quando o Senhor voltar, Ele deseja nos encontrar trabalhando de acordo com as habilidades que Ele nos capacitou para o seu reino. Desenvolver os talentos simboliza perseverar na fé e o comprometer-se em colocar a serviço do Corpo de Cristo tudo o que o Senhor nos concedeu.

Cada crente é dotado de algum talento com o qual poderá trabalhar para o Senhor Jesus e receber a devida recompensa pelo trabalho quando nos encontrarmos no Tribunal de Cristo (2 Co 5.10). Não desperdice o talento que Deus lhe deu. Honre ao Senhor com os seus talentos!

SÍNTESE DO TÓPICO III
As habilidades de Bezalel e Aoliabe nos estimulam a usar os talentos em favor dos irmãos e para a glória de Deus.

SUBSÍDIO VIDA CRISTÃ
“Ministros - Labaredas de Fogo Os ministros de Deus são ‘labaredas de fogo'. Ele quer que todos os homens e mulheres estejam em chamas. O seu desejo não é apenas que sejamos salvos do pecado, mas que estejamos ardendo em fogo espiritual. O Espírito Santo é dinamite e fogo na alma do crente. Ele deseja que tenhamos o poder do trovão do raio. O Espírito Santo é o raio. Ele atinge os homens com a convicção, mata-os para o mundo e os faz reviver em Cristo.

Eu coloquei tudo no altar, entreguei ao Senhor tudo pelo que havia esperado e desejado. Então, quando orei, o fogo desceu e Deus me santificou e tornou-me santo. Depois fui para a casa e disse: ‘Tenho outra religião'. Na verdade, não era outra religião. O velho Ismael fora expulso, e a natureza carnal, destruída. Deus encheu-me de amor, fechou a porta e deixou-me naquele estado. E nada podia entrar, senão o amor” (SEYMOUR. Devocional: O Avivamento da Rua Azusa. Série: Clássicos do Movimento Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2003, pp.139-40).
Que estejemos prontos como instrumentos disponíveis a serem usados na maravilhosa obra de Deus.

CONCLUSÃO
No Reino de Deus muitas habilidades poderão ser utilizadas, não somente as de caráter espiritual, mas também as de caráter social, educacional e material. Quantos templos, por exemplo, têm sido construídos por pessoas dotadas de talentos especiais para esse trabalho? A recompensa dos que dão o melhor de suas vidas será dada por Deus aos que forem fiéis em toda boa obra. Esforce-se com esmero e amor!


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Lições Bíblicas do 2° trimestre de 2019 - CPAD | Classe: Adultos | Data da Aula: 7 de Abril de 2019.
TEXTO ÁUREO
“E me farão um santuário, e habitarei no meio deles.” (Êx 25.8).
Verdade Prática
O Tabernáculo de Moisés foi o protótipo da Igreja de Cristo, na qual hoje Deus habita e manifesta sua glória.
LEITURA DIÁRIA
Segunda – Êx 36.1-3: Executando com sabedoria o projeto de Deus
Terça – Hb 9.1-9: Os sacrifícios do Tabernáculo tipificam o sacrifício perfeito de Cristo
Quarta – Êx 29.43-46: O Tabernáculo era o símbolo da presença de Deus entre o povo
Quinta – 1 Rs 6.11-13: No Templo de Salomão, Deus confirmou sua presença entre o povo
Sexta – Hb 3.1-6: Deus, o edificador de sua Casa
Sábado – Ap 21.1-4: O Tabernáculo Eterno

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Êxodo 25.1-9
1 - Então, falou o SENHOR a Moisés, dizendo:
2 - Fala aos filhos de Israel que me tragam uma oferta alçada; de todo homem cujo coração se mover voluntariamente, dele tomareis a minha oferta alçada.
3 - E esta é a oferta alçada que tomareis deles: ouro, e prata, e cobre,
4 - e pano azul, e púrpura, e carmesim, e linho fino, e pelos de cabras,
5 - e peles de carneiros tintas de vermelho, e peles de texugos, e madeira de cetim,
6 - e azeite para a luz, e especiarias para o óleo da unção, e especiarias
para o incenso,
7 - e pedras sardônicas, e pedras de engaste para o éfode e para o peitoral.
8 - E me farão um santuário, e habitarei no meio deles.
9 - Conforme tudo o que eu te mostrar para modelo do tabernáculo e para modelo de todos os seus móveis, assim mesmo o fareis.
HINOS SUGERIDOS: 159, 182, 271 da Harpa Cristã

OBJETIVO GERAL
Enfatizar a relação do Tabernáculo com a Igreja de Cristo.

• INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Iniciaremos um novo trimestre. Estudaremos a respeito de “O Tabernáculo: Símbolos da Obra Redentora de Cristo”.
Todo início de trimestre cabe uma reflexão. Talvez seja a oportunidade de você fazer uma avaliação com o objetivo de traçar o perfil dos alunos. Essa avaliação pode ser feita por meio de uma observação informal acerca do comportamento deles nas aulas e da consulta ao diário de classe.
A partir do resultado dessa avaliação você pode planejar suas atividades ao longo do trimestre: É preciso visitá-los? É preciso auxiliá-los em alguma habilidade básica (ler, escrever, falar ou ouvir)? Estas são ações que podem ser executadas para garantir o melhor desempenho dos alunos na Escola Dominical. Não esqueça que o objetivo dessa maravilhosa agência de ensino cristão é desenvolver o caráter de Cristo na vida dos crentes.

Antes de iniciar a presente lição, apresente o comentarista deste trimestre: o pastor Elienai Cabral. Ele é 1° Secretário da Mesa Diretora da CGADB, Teólogo, Conferencista, membro da Casa de Letras Emílio Conde e autor de diversas obras publicadas pela CPAD.

INTRODUÇÃO
Deus sempre desejou se relacionar com o seu povo. Ao longo das Escrituras Sagradas, o Pai Celestial buscou se revelar ao ser humano para relacionar-se com ele. Deus é um ser pessoal.

Nesta primeira lição, veremos que o Tabernáculo foi construído para que Deus habitasse nele e se encontrasse com o seu povo. Assim, compreenderemos que essa construção requereu a participação humana por meio de ofertas voluntárias, que esse projeto veio da mente de Deus e que há uma relação tipológica entre o Tabernáculo e a Igreja de Cristo.

INTRODUÇÃO
Deus sempre desejou se relacionar com o seu povo. Ao longo das Escrituras Sagradas, o Pai Celestial buscou se revelar ao ser humano para relacionar-se com ele. Deus é um ser pessoal.

Nesta primeira lição, veremos que o Tabernáculo foi construído para que Deus habitasse nele e se encontrasse com o seu povo. Assim, compreenderemos que essa construção requereu a participação humana por meio de ofertas voluntárias, que esse projeto veio da mente de Deus e que há uma relação tipológica entre o Tabernáculo e a Igreja de Cristo.
PONTO CENTRAL:
O Tabernáculo foi um projeto de Deus assim como a Igreja o é.

I - A PARCERIA DE DEUS COM SEU POVO PARA A CONSTRUÇÃO DO TABERNÁCULO (Êx 25.1-7)
- Apresentar a parceria de Deus com o povo de Israel para construção do Tabernáculo;

1. Por que construir um Tabernáculo no deserto?
O pioneiro pentecostal, Gunnar Vingren, que redigiu uma monografia para sua graduação teológica, na qual foi escrita à mão, e apresentada no Seminário Teológico Sueco, em Chicago, USA, em 1909, iniciou seu texto monográfico assim: “Por ordem divina, o Tabernáculo propriamente dito, a mosaica tenda do Testemunho, constituiria uma morada sagrada, erguida segundo um modelo celestial”.

Desde que os israelitas saíram do Egito e caminharam até as cercanias do Monte Sinai, onde Deus falou com Moisés e revelou-lhe suas Leis, o Altíssimo quis habitar entre o seu povo. Para isso, Ele concedeu a Moisés a planta de uma “Tenda”, a fim de construí-la para reunir o povo de Israel diante dEle e, assim, receber sua Palavra. Essa tenda, denominada “Tabernáculo”, era de caráter provisório, pois podia ser armada e desarmada durante a caminhada israelita pelo deserto. Entretanto, conforme escreveu Gunar Vingren, a razão principal de sua existência era a de servir como uma morada sagrada, o lugar de encontro entre Deus e seu povo.

2. A materialização da obra de Deus (Êx 25.1,2).
O projeto de Deus teve origem no céu, e se materializou na Terra por meio de seus filhos. A construção do Tabernáculo se efetivou mediante a participação do povo de Deus através de ofertas alçadas e voluntárias como o ouro, prata, cobre, pano azul, púrpura e carmezim. A obra de Deus requer parceria humana!

No tempo da graça, o princípio da manutenção da igreja local é o mesmo. O dízimo e as ofertas alçadas são para o sustento das necessidades que envolvem uma igreja: projeto de construções de templo, de sustento de obreiros, de evangelização, de ações sociais, de educação cristã. Em vez de cultivarmos uma postura contrária, deveríamos voluntariamente ofertar à Obra de Deus como fruto de gratidão e reconhecimento de suas bênçãos em nossas vidas (2 Co 9.7).

3. Três verdades bíblicas que o ofertante deve saber (Êx 25.2):
(1) A oferta foi um plano de Deus para o sustento de sua obra.
No Antigo Testamento há uma promessa de bênçãos materiais para os que reconhecessem essa verdade. Aqui, não há o estímulo para se negociar oferta e bênçãos, mas a afirmação de que é a vontade do Senhor que contribuamos generosa e voluntariamente para a sua obra, reconhecendo que Ele domina até as nossas finanças. Isso deve ser voluntário, jamais por coação.

(2) O ato de ofertar é voluntário.
O versículo 2 mostra que o Senhor aceitaria a oferta “de todo homem cujo coração se mover voluntariamente” (cf. Êx 35.29). Deus conhece cada um dos seus servos e servas, por isso, reconhece quem faz essa obra de maneira generosa ou egoísta. Jamais nosso Senhor aceitaria ofertas por coação, mas Ele deseja ver, em nós, uma atitude voluntária e amorosa: “Porque, dou-lhes testemunho de que, segundo as suas posses, e ainda acima das suas posses, deram voluntariamente” (2 Co 8.3). Portanto, na Igreja de Cristo, não pode haver mercantilismo da fé! Você não pode se deixar coagir para trocar ou negociar o que é espiritual, a fim de receber bênçãos materiais. O que a Palavra de Deus diz é que você precisa amar ao Senhor de todo o coração e, constrangido por esse amor, doar voluntariamente. Essa perspectiva humilde gera bênçãos da parte de Deus.

(3) Fidelidade ao Senhor trará abundância.
A Bíblia nos ensina que quem é fiel no pouco será muito recompensado (Mt 25.21). Moisés foi um líder que compreendeu bem essa verdade e a viveu, pois o povo trouxe tanta oferta em ouro, prata, cobre, pedras preciosas e madeiras, que encheram os depósitos, e “disseram a Moisés: o povo traz muito mais do que é necessário para o serviço da obra que o Senhor ordenou” (Êx 36.5). Seja fiel ao Senhor!

SÍNTESE DO TÓPICO I
Deus estabeleceu uma parceria com o seu povo para construir o Tabernáculo.

SUBSÍDIO DIDÁTICO-PEDAGÓGICO
Ao introduzir a lição desta semana, revele o propósito do trimestre. Responda a seguinte pergunta: “Por que estudaremos o Tabernáculo?”. A resposta a essa pergunta permitirá que você faça um panorama geral do trimestre. Em seguida, indague aos alunos o que eles esperam acerca desse estudo. Aqui, a ideia é perceber o entusiasmo dos alunos quanto ao tema.

Em seguida, exponha o primeiro tópico com clareza e objetividade. Como o nosso tempo não é extenso, você pode períodos para a exposição do conteúdo e outros períodos para perguntas. Por exemplo: Você pode expor o conteúdo do primeiro tópico e, depois, abrir para uma ou duas perguntas da classe.

Sugerimos que na exposição do primeiro tópico você enfatize a citação do comentarista a respeito da monografia de Gunar Vingren, a fim de que fique claro o percurso do anúncio do projeto de Deus e da materialização dele no deserto.

II - O TABERNÁCULO FOI UM PROJETO DE DEUS (Êx 25.8,9)
- Mostrar que o Tabernáculo foi um projeto de Deus;
Após estudarmos a primeira seção de versículos (vv.1-7) que mostra a conclamação do Senhor ao seu povo para a construção do Tabernáculo por meio das ofertas alçadas, agora nos deteremos nos versículos 8 e 9, pois estes revelam como Deus elaborou esse projeto.

1. Deus arquitetou o Tabernáculo (Êx 25.8).
“E me farão um santuário, e habitarei no meio deles.” Assim inicia o versículo oito. O Tabernáculo seria um santuário em pleno deserto, onde Deus habitaria entre o seu povo. Desde o início, é perceptível o caráter provisório do projeto divino, pois o povo de Israel não faria uma peregrinação perpétua no deserto. Deus elaborou a engenharia e arquitetou toda a construção do Tabernáculo, dando a Moisés a relação dos materiais que deveriam ser utilizados.

Por meio do legislador de Israel, o Senhor conduziu seu povo desde a saída do Egito até o Monte Sinai. Nesse monte, Ele revelou-se a Moisés e aos setenta anciãos do povo, bem como a Arão, Nadabe e Abiú, que viram a glória de Deus (Êx 24.9-11). Ali, a glória do Senhor estava presente e uma nuvem cobria o monte: “o aspecto da glória do Senhor era como um fogo consumidor no cume do monte” (Êx 24.15-17). Por quarenta dias e quarenta noites Moisés entrou no meio da nuvem e subiu até o cume do monte para ouvir a Deus (Êx 24.18). Ali, o Altíssimo deu a Moisés as diretrizes para construir o lugar onde Ele habitaria.

2. O Tabernáculo foi um projeto de Deus.
Embora Moisés haja sido formado academicamente no Egito, nenhum item do Tabernáculo era fruto de sua mente engenhosa e disciplinada. Recebendo instruções diretas de Deus, Moisés persuadiu ao povo hebreu a construir o Tabernáculo, pois este era um projeto celestial. O Pai desejava habitar entre os homens e derrubar a parede de separação erguida pelo pecado no Éden. Ele queria fundir o Céu com a Terra. Esse projeto glorioso só alcançaria o objetivo máximo na encarnação e crucificação de Jesus Cristo, seu amado Filho “na plenitude dos tempos” (Gl 4.4; Ef 1.5-10).

3. O plano térreo do Tabernáculo (25.9).
O plano térreo do Tabernáculo continha um espaço físico de 100 por 50 côvados aproximadamente, 50 por 25 metros, uma vez que um “côvado” equivale de 45 a 50 centímetros, pois a medida do côvado naqueles tempos era “a distância entre o cotovelo e a ponta do dedo médio de um homem”.

a) O Pátio.
Esse espaço do Tabernáculo era chamado “Átrio” (ou Pátio) e era fechado por uma cerca feita de cortinas de “linho fino torcido” e presas por ganchos e pinos em pilares de madeira de acácia (Êx 27.18).

b) O Altar dos holocaustos.
No espaço externo dentro do Átrio, desde a Porta de entrada, havia o “altar de bronze” (ou cobre), onde eram feitas as ofertas queimadas e, principalmente, onde era feito o sacrifício pelos pecados do povo (Êx 27.1-8; 38.1-6).

c) A Pia de bronze (ou cobre).
Havia, também, “uma bacia de bronze (ou cobre)” para que os sacerdotes lavassem as mãos e os pés antes de entrarem no interior do Tabernáculo (Êx 30.18-21; 38.8).

d) A Tenda do Testemunho.
O Tabernáculo, propriamente dito, era a parte interna e ficava dentro do Pátio, composto por duas partes: o Lugar Santo e o Lugar Santíssimo (ou Santo dos Santos).

e) O Lugar Santo.
No Lugar Santo havia três elementos: o Candeeiro (Candelabro, ou Castiçal) de Ouro com suas sete lâmpadas; a mesa feita de madeira de acácia e coberta de ouro, era chamada “Mesa dos pães da proposição”. Por fim, ainda no “Lugar Santo”, de frente para a entrada de cortinas bordadas que dava para o “Lugar Santíssimo”, estava o “Altar de Incenso” revestido de ouro, no qual se faziam intercessões pelo povo de Deus (Êx 30.1-6; 37.25-28).

f) O Lugar Santíssimo (Santo dos Santos). Por último, e de fato, em primeiro lugar, estava “O lugar Santíssimo”, onde se encontrava a única mobília, chamada de “Arca do Concerto”(Nm 10.33) ou “Arca do Testemunho” (Êx 25.22), ou também “Arca da Aliança”, na qual se guardavam as “Tábuas da Lei” (Êx 31.18).

SÍNTESE DO TÓPICO II
Deus arquitetou o Tabernáculo, dando o plano térreo da estrutura a Moisés.

SUBSÍDIO DIDÁTICO-PEDAGÓGICO
Reserve para o dia da aula um gráfico sobre o Tabernáculo que reproduzimos na página seguinte. Antes de iniciar o subtópico três, “O plano térreo do Tabernáculo”, faça a seguinte pergunta: “Para você, como era o Tabernáculo?”. Ouça as respostas dos alunos, anote algumas na lousa. Em seguida, apresente o gráfico do Tabernáculo à medida que você expõe o conteúdo do subtópico.

O objetivo dessa atividade é dar um panorama geral acerca da estrutura do santuário, pois a veremos detalhadamente ao longo da lição. Por isso, essa imagem panorâmica ajudará os alunos a compreender as partes específicas da “Tenda da Congregação”. O Método que usaremos neste trimestre é simples: partiremos do todo para o específico.

III - A RELAÇÃO TIPOLÓGICA ENTRE O TABERNÁCULO E A IGREJA
- Pontuar a relação tipológica entre o Tabernáculo e a Igreja.

1. A importância dos aspectos tipológicos do Tabernáculo.
O apóstolo Paulo deu importância a essa relação tipológica quando escreveu: “tudo que dantes foi escrito para nosso ensino foi escrito, para que, pela paciência e consolação das Escrituras, tenhamos esperança” (Rm 15.4). O Tabernáculo de Moisés, no deserto, deixou profundas lições para a Igreja. Nessa tipologia, descobrimos uma relação com a Igreja e com o Senhor Jesus. Nas lições seguintes, veremos a importância simbólica do Tabernáculo em seus adereços, utensílios e cultos, seus ministros e ajudantes, sua ordem e o significado de cada item na relação espiritual-tipológica com a Igreja de Cristo.

2. A Igreja de Cristo é o Tabernáculo de Deus na Terra.
O Tabernáculo e o Templo de Salomão simbolizam a Igreja de Cristo edificada para “morada de Deus em Espírito” (Ef 2.22). Alguns textos do Novo Testamento fazem da tipologia o modo de comparação entre o Tabernáculo e a Igreja. Paulo tipificou a Igreja como edifício de Deus para falar de crescimento coerente e organizado da comunidade cristã (1 Co 3.9). Neste edifício, os crentes em Cristo são identificados como “pedras vivas”, as quais são edificadas umas sobre as outras.

Portanto, a Igreja é o edifício espiritual construído para morada de Deus como o Tabernáculo no Antigo Testamento. Ela também é tratada como “Templo de Deus” (1 Co 3.16). A figura do templo, aqui, tem dupla referência, pois refere-se à Igreja e, também, ao lugar da presença de Deus. A Igreja é tipificada como a Casa de Deus, de caráter familiar, porque a palavra “casa”, nesse contexto, refere-se à família que mora na casa (1 Tm 3.15). O tabernáculo de Moisés era material, e Deus habitava nele; a Igreja é o tabernáculo espiritual onde o Altíssimo habita e se manifesta gloriosamente (Ef 2.22).

SÍNTESE DO TÓPICO III
O Tabernáculo era uma imagem da Igreja de Cristo no mundo.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO
A obra de Gunar Vingren acerca do Tabernáculo está dividida em três capítulos:
(1) Introdução,
(2) O Tabernáculo e
(3) Comparações e contraposições ao Tabernáculo. No terceiro capítulo, ele faz uma comparação do Tabernáculo, pelo qual o chama de “tenda do testemunho”, com a Igreja de Cristo.
Veja:
“Assim como a tenda do testemunho, com todos os seus utensílios, foi ordenada por Deus, a igreja cristã recebeu de Deus suas normas e seus mandamentos. A tenda no Antigo Testamento era o lugar onde Deus se revelava, enquanto as igrejas cristãs são, hoje, o lugar da presença de Deus, o lugar onde se faz a sua vontade. O primeiro era constituído de riquezas e material precioso, o segundo é constituído também de material precioso, isto é, de almas humanas redimidas do pecado por meio da graça de Cristo Jesus. Desta forma, à tenda do Antigo Testamento se contrapõe a igreja cristã do Novo Testamento. A bacia com água ficava em frente da tenda e, na água, Arão e seus filhos limpavam seus pés e suas mãos antes de adentrarem o santuário para que não morressem. Já o batismo é a maneira pela qual o cristão ingressa na Igreja de Deus. Aquele que crê e recebe o batismo será salvo. Após o batismo, seremos sepultados com Deus, e assim como Cristo ressuscitou dos mortos, passaremos a caminhar em uma nova vida” (VINGREN, Gunnar. O Tabernáculo e Suas Lições: Monografia de graduação em Teologia do fundador das Assembleias de Deus no Brasil, defendida em 1909 no Seminário Teológico Sueco de Chicago (EUA). Rio de Janeiro: CPAD, 2011, pp.76 -77).

CONCLUSÃO
Esta lição teve por objetivo levar ao aluno à compreensão da tipologia do Tabernáculo em relação à Igreja. O Tabernáculo seria mais do que um protótipo ou modelo futuro da Igreja, no qual Deus revelaria a sua glória. Esse Tabernáculo aparece como “um bem futuro” (Cl 2.17), que aponta para a Pessoa de Jesus Cristo, que veio a esse mundo mostrar, na prática, o desejo de Deus em habitar com os homens. Ele fez isso na encarnação de seu Filho, o tabernáculo divino.