segunda-feira, 13 de maio de 2019


Lições Bíblicas do 2° trimestre de 2019 - CPAD | Classe: Adultos | Data da Aula: 19 de Maio 2019.
TEXTO ÁUREO
“Porque um tabernáculo estava preparado, o primeiro, em que havia o candeeiro, e a mesa, e os pães da proposição; ao que se chama o Santuário.” (Hb 9.2)
Verdade Prática
Através de sua morte expiatória, Jesus nos garantiu o livre acesso ao Santíssimo Deus.
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Êx 25.31-40: O Castiçal iluminava o ambiente
Terça - Jo 1.4-9: Jesus ilumina o homem
Quarta - Jo 8.12: A luz que dá vida
Quinta - Êx 29.1-9: Cerimônias da consagração
Sexta - Êx 37.25-28: O Altar de Incenso
Sábado - Hb 5.7; 1 Ts 5.17; Jo 17.1-9: Obra de sacrifício e oração

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Êxodo 25.23,30,31; 26.31-37; 30.1,6-8

25.23,30,31:
23 - Também farás uma mesa de madeira de cetim; o seu comprimento será de dois côvados, e a sua largura, de um côvado, e a sua altura, de um côvado e meio,
30 - E sobre a mesa porás o pão da proposição perante a minha face continuamente. 31 - Também farás um castiçal de ouro puro; de ouro batido se fará este castiçal; o seu pé, as suas canas, as suas copas, as suas maçãs e as suas flores serão do mesmo.

26.31-37:
31 - Depois, farás um véu de pano azul, e púrpura, e carmesim, e linho fino torcido; com querubins de obra prima se fará.
32 - E o porás sobre quatro colunas de madeira de cetim cobertas de ouro, sobre quatro bases de prata; seus colchetes serão de ouro.
33 - Pendurarás o véu debaixo dos colchetes e meterás a arca do Testemunho ali dentro do véu; e este véu vos fará separação entre o santuário e o lugar santíssimo.
34 - E porás a coberta do propiciatório sobre a arca do Testemunho no lugar santíssimo,
35 - e a mesa porás fora do véu, e o castiçal, defronte da mesa, ao lado do tabernáculo, para o sul; e a mesa porás à banda do norte.
36 - Farás também para a porta da tenda uma coberta de pano azul, e púrpura, e carmesim, e linho fino torcido, de obra de bordador,
37 - e farás para esta coberta cinco colunas de madeira de cetim, e as cobrirás de ouro; seus colchetes serão de ouro, e far-lhe-ás de fundição cinco bases de cobre.

30.1,6,7,8
1 - E farás um altar para queimar o incenso; de madeira de cetim o farás.
6 - E o porás diante do véu que está diante da arca do Testemunho, diante do propiciatório que está sobre o Testemunho, onde me ajuntarei contigo.
7 - E Arão sobre ele queimará o incenso das especiarias; cada manhã, quando põe em ordem as lâmpadas, o queimará.
8 - E, acendendo Arão as lâmpadas à tarde, o queimará; este será incenso contínuo perante o SENHOR pelas vossas gerações.

HINOS SUGERIDOS: 90, 97, 252 da Harpa Cristã

OBJETIVO GERAL
Conscientizar que devemos prestar um verdadeiro serviço e adoração a Deus.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Na lição passada vimos que as cores das cortinas do Tabernáculo apontavam para a obra completa de salvação. Nesta lição, veremos a importância do serviço e da adoração a Deus refletida no Lugar Santo, um lugar de reverência e sacrifícios ao Altíssimo. Não podemos perder o senso de serviço e adoração divina. Uma vida piedosa é o que Deus requer de seus servos. Para isso, não precisamos de intermediários para entrar na presença de Deus. Nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo, nos abriu essa porta.

PONTO CENTRAL
Sejamos zelosos em nossa vida de serviço e adoração a Deus.

INTRODUÇÃO
Local de serviço e de comunhão com Deus, as peças do Tabernáculo denotavam a sacralidade do lugar; os dois véus realçavam a santidade que o local requeria. O Lugar Santo tem muito a nos dizer. Por isso, estudaremos a sua simbologia, pois esta tem muito a ensinar-nos nestes dias difíceis e trabalhosos. Há consolação neste estudo.

I - LUGAR SANTO: UM LOCAL DE SERVIÇO E COMUNHÃO COM DEUS
Conceituar o Lugar Santo;

1. Que lugar é esse?
O texto de Êxodo 26.33 mostra a distinção dos dois compartimentos do Tabernáculo. O primeiro é chamado de “Santuário” ou Lugar Santo, e o segundo “Santo dos Santos” ou Lugar Santíssimo. O primeiro aparece como local de serviço, no qual somente os sacerdotes podiam entrar para oficiar diante de Deus (Hb 9.6). Os israelitas limitavam-se a trazer suas ofertas ao altar dos holocaustos. O povo tinha acesso ao Pátio (Átrio), mas não ao Lugar Santo.

2. Um lugar de serviço e adoração.
No Tabernáculo, havia uma porta e dois véus. Esses três elementos impediam a entrada de pecadores na presença de Deus. O caminho para Deus começava com o derramamento do sangue inocente dos animais, a fim de restaurar a vida do pecador. Era um lugar de serviço, porque ali eram ministrados sacrifícios ao Senhor. Mas também era um local de adoração e profunda reverência.

Nos dias atuais, devemos ter o mesmo espírito quando exercemos um ministério na igreja local ou apresentamos o nosso culto ao Pai Celestial (Rm 12.1,2). Quando nos reunimos, ministramos uns aos outros, mas, sobretudo, todos estão reunidos para adorar ao Criador.

3. O propósito do Lugar Santo.
Tinha-se como principal função ser o local onde os sacerdotes ministravam sacrifícios pelas diversas espécies de pecados cometidos pelo povo israelita. A cada violação individual, familiar ou nacional, o sacerdote entrava no Lugar Santo e apresentava a Deus um sacrifício. Ali, estava explícita a santidade de Deus, pois esse lugar era o local adequado para restaurar a vida do pecador diante de Deus. Entretanto, a apresentação dos sacrifícios não era perfeita nem suficiente, como registra a Epístola aos Hebreus (Hb 9.11-14).

Hoje, sabemos que foi Cristo quem apresentou um sacrifício perfeito e suficiente no “Lugar Santo”, por meio de seu próprio sangue, garantindo-nos, em seu nome, a remissão de todos os nossos pecados. Por isso, quem está em Cristo tem o privilégio de entrar na presença de Deus (Ef 2.18,19; Hb 10.19-22).

SÍNTESE DO TÓPICO I
O Lugar Santo era um local de serviço e de adoração.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO
“Porque o ministério à Igreja reflete uma figura bíblica que representa a Igreja como um organismo, podemos ver como a dimensão relacional da vida na Igreja é dinâmica, e não estática. Certamente exercemos algum efeito uns sobre os outros. O ministério à Igreja corrige a tendência da sociedade ocidental de enfatizar o indivíduo mais do que a comunidade. O ministério da Igreja inclui equipar um grupo de pessoas que vivem em mútua comunhão, capacitando-as a crescer até formarem uma entidade amorosa, equilibrada e madura. Paulo diz claramente em Efésios 4.11-16 que a equipagem dos santos para o serviço compassivo em nome de Cristo deve acontecer numa comunidade. O crescimento espiritual e o contexto em que ele ocorre de modo mais eficaz não surgem por mera coincidência. O amadurecer do crente não poderá acontecer fora da comunidade da fé. O discipulado não possui nenhum outro contexto que não seja a igreja de Jesus Cristo, porque não se pode seguir fielmente a Jesus à parte de uma participação cada vez mais madura com outros crentes na vida e no ministério de Cristo” (HORTON, M. Horton (Ed.). Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2018, pp.601-02).

II - AS TRÊS PEÇAS QUE COMPUNHAM O INTERIOR DO LUGAR SANTO
Elencar as três peças que compunham o interior do Lugar Santo;

1. Os mobiliários do lugar.
O Lugar Santo era o espaço de preparação dos sacerdotes para a entrada na segunda divisão do Tabernáculo, o Lugar Santíssimo. No Lugar Santo, havia três peças que compunham um ambiente perfeito de oração, intercessão, adoração e louvor: o castiçal de ouro (candeeiro ou candelabro), a mesa para os pães da proposição e o altar de ouro para os incensos (este ficava no centro do Lugar Santo e de frente para o véu que dava para o Lugar Santíssimo).

2. O castiçal de ouro (Êx 25.3137).
O castiçal era feito de uma só peça de ouro, e sustentado por uma coluna central, de onde saiam três braços de cada lado, formando assim, sete lâmpadas. Essas lâmpadas eram, interiormente, alimentadas por dutos, nos quais havia uma mecha embebida no azeite, fornecendo dessa forma, um combustível que, uma vez aceso, fazia o Castiçal iluminar todo o ambiente. Ou seja, as sete lâmpadas produziam uma só luz.

Nos Evangelhos, o Senhor Jesus é apresentado como “a luz do mundo” (Jo 8.12). Ele, por sua vez, disse aos discípulos: “vós sois a luz do mundo” (Mt 5.16). Da mesma forma que o castiçal de ouro iluminava o ambiente escuro, Jesus é a luz que ilumina o mundo em trevas. A Igreja também tem essa mesma função na Terra até a volta do Senhor (Fp 2.15,16). Ela possui o verdadeiro azeite como a marca da unção do Espírito Santo (Jo 14.26). Assim, somos chamados por Cristo a iluminar o mundo, pregando o Evangelho com poder, autoridade e ousadia (At 1.8).

3. A Mesa com os Pães da Proposição (Êx 25.30).
A mesa era feita com madeira de acácia e recoberta de ouro. Nela, eram colocados os doze pães da proposição (Lv 24.5-9; Êx 35.13). Os pães eram feitos sem fermento (Lv 24.5). Deviam estes ser comidos pelos sacerdotes, a fim de que os ministrantes estivessem nutridos para exercer o ofício na presença de Deus.

O Senhor Jesus é o “pão da vida”. E todos os obreiros devem alimentar-se de Cristo. Só assim poderão ministrar com graça e autoridade diante da Igreja de Deus. Nesse sentido, todo crente é um sacerdote. Logo, devemos nutrir-nos do “pão da vida” (Jo 6.35,58). Somos o sacerdócio real feito por Deus (1 Pe 2.9)!

4. O Altar de Incenso (Êx 30.1-10).
O altar de incenso era também identificado como “o altar de ouro” ou “altar do cheiro suave”, em virtude do perfume, feito à base de plantas aromáticas, que queimadas sobre ele, exalavam um agradável perfume (Lv 16.12). Esse altar também ficava diante do véu que dava acesso ao “Lugar Santíssimo”.

A Palavra de Deus correlaciona o incenso como uma figura da oração (Sl 141.2; Lc 1.10; Ap 5.8; 8.3).

Nosso Sumo Sacerdote, Jesus Cristo, intercede por nós. Ele cumpriu sua tarefa de intercessor supremo quando, através de sua morte, fez-se nosso único Mediador entre Deus e o homem (Hb 4.14,15; 1 Tm 2.5).

SÍNTESE DO TÓPICO II
As três peças que compunham o interior do Lugar Santo eram o Castiçal de Ouro, a Mesa com os Pães da Proposição e o Altar de Incenso.

SUBSÍDIO VIDA CRISTÃ
“A Oferta do Cristão
Nós nos aproximamos hoje do Senhor não com uma pomba, ou um cordeiro, ou uma cabra, ou um novilho. Nós chegamos com o nosso tudo, oferecendo-o ao Senhor. Não barganhando com Ele para obter a bênção.

Muita raramente sei de pessoas que perderam a bênção de Deus quando se achegaram abertamente e disseram: ‘Eu desejo receber; eu quero dar tudo de mim'. Este é o segredo de todo o afeto entre pessoa e pessoa, entre os sexos. As pessoas nem sempre estão procurando alguém que as ame; estão procurando alguém que elas possam amar.

Quando duas almas estão buscando aquela a quem possam amar, há união, e o mundo constata gradualmente que há verdadeiros casamentos. Há uma união de espírito tão indissolúvel, que nada na terra ou no céu o divide.

Cristo está buscando a alma que receberá o seu amor, e o cristão, o verdadeiro, está buscando Cristo, que receberá o amor dele. Ambos estão praticando a inalterável lei de Deus: ‘Dai, e ser-vos-á dado” (LAKE, John G. Devocional. Série: Clássicos do Movimento Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2003, pp.161-62).

lll - O VÉU QUE DEMARCA O LUGAR SANTO E O LUGAR SANTÍSSlMO
Explicar o véu que demarca o Lugar Santo e o Lugar Santíssimo.

1. O primeiro véu (Êx 26.36).
Depois de passar pelo Altar dos Holocaustos e pelo Lavatório no Pátio, havia no Tabernáculo um véu que dava acesso ao Lugar Santo. Esse véu ficava na entrada do “Lugar Santo”. Ele era feito com linho torcido bordado. E só depois de passar pelo Altar dos Holocaustos e pela Bacia do lavatório, o sacerdote poderia entrar no Lugar Santo. Logo, esse primeiro véu tinha o objetivo de demarcar o espaço entre o Pátio o Lugar Santo. Aqui, começava a ficar claro os espaços permeados de sacralidade no Tabernáculo. O primeiro véu deixava patente o propósito sacro do lugar.

2. O segundo véu (Êx 26.32,33).
Esse é o véu que ficava entre o Lugar Santo e o Lugar Santíssimo (ou Santo dos santos). No Santuário, somente o sumo sacerdote podia entrar, representando todo o povo de Israel. No Lugar Santíssimo encontramos apenas a Arca da Aliança. O segundo véu tinha objetivo de demarcar o espaço entre o Lugar Santo e o Lugar Santíssimo. Aqui, a sacralidade inspirava uma consciência de intimidade com o Altíssimo. O segundo véu deixava claro que a partir daquele espaço havia um propósito santo e remidor no lugar sagrado.

Os dois véus são uma imagem para nós. Antigamente, havia uma gradação e divisão do propósito sacro no Tabernáculo. Mas em Cristo, o nosso Sumo Sacerdote, por intermédio de seu próprio sangue, o acesso à presença santa de Deus está aberto (Hb 9.6,7). Assim, a Igreja de Cristo tem a liberdade de exercer seu sacerdócio na presença de Deus (1 Jo 1.3,7).

SÍNTESE DO Tópico lll
O primeiro véu separava o Pátio do Lugar Santo; e o segundo fazia separação entre o Lugar Santo e o Lugar Santíssimo.

SUBSÍDIO DIDÁTICO-PEDAGÓGICO
Ao final da exposição do tópico é importante que você faça uma revisão de toda a lição. Essa revisão pode ser feita por meio de algumas ênfases em cada tópico ou por meio das perguntas do questionário. Revisar é fundamental para garantir o processo de ensino-aprendizagem do aluno.

CONCLUSÃO
Acheguemo-nos, com ousadia e confiança, diante de Deus. Através do sangue de Jesus, fomos salvos, justificados, adotados como filhos de Deus e santificados. As cortinas que nos separavam do Pai Celeste foram removidas pelo Cordeiro através de sua morte no Calvário. Portanto, não deixe de usufruir desse glorioso privilégio.


segunda-feira, 6 de maio de 2019


Lições Bíblicas do 2° trimestre de 2019 - CPAD | Classe: Adultos | Data da Aula: 12 de Maio 2019.
TEXTO ÁUREO
“Ora, tudo isso lhes sobreveio como figuras, e estão escritas para aviso nosso, para quem já são chegados os fins dos séculos.” (1 Co 10.11)
Verdade Prática
Comparando as coisas simples do Tabernáculo com as celestiais, aprendemos as verdades que nos levam ao crescimento espiritual.
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Êx 36.8,14: Na obra de Deus, devemos fazer o melhor
Terça - Rm 15.4: Aprendendo com toda a Escritura
Quarta - Sl 32.1,2: A justificação do pecador
Quinta - Rm 4.6-8: Justiça mediante a fé
Sexta - Êx 38.9-13: Uma obra executada conforme o modelo divino
Sábado - Jo 1.14; 14.9,10: O visível transparecendo o espiritual

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Êxodo 26.1-14
1 - E o tabernáculo farás de dez cortinas de linho fino torcido, e pano azul, e púrpura, e carmesim; com querubins as farás de obra esmerada.
2 - O comprimento de uma cortina será de vinte e oito côvados, e a largura de uma cortina, de quatro côvados; todas estas cortinas serão de uma medida.
3 - Cinco cortinas se enlaçarão uma à outra; e as outras cinco cortinas se enlaçarão uma com a outra.
4 - E farás laçadas de pano azul na ponta de uma cortina, na extremidade, na juntura; assim também farás na ponta da extremidade da outra cortina, na segunda juntura.
5 - Cinquenta laçadas farás numa cortina e outras cinquenta laçadas farás na extremidade da cortina que está na segunda juntura; as laçadas estarão travadas uma com a outra.
6 - Farás também cinquenta colchetes de ouro e ajuntarás com estes colchetes as cortinas, uma com a outra, e será um tabernáculo.
7 - Farás também cortinas de pelos de cabras por tenda sobre o tabernáculo; de onze cortinas a farás.
8 - O comprimento de uma cortina será de trinta côvados, e a largura da mesma cortina, de quatro côvados; estas onze cortinas serão de uma medida.
9 - E ajuntarás cinco destas cortinas por si e as outras seis cortinas também por si: e dobrarás a sexta cortina diante da tenda.
10 - E farás cinquenta laçadas na borda de uma cortina, na extremidade, na juntura, e outras cinquenta laçadas na borda da outra cortina, na segunda juntura.
11 - Farás também cinquenta colchetes de cobre e meterás os colchetes nas laçadas; e, assim, ajuntarás a tenda para que seja uma.
12 - E o resto que sobejar das cortinas da tenda, a metade da cortina que sobejar, penderá sobre as costas do tabernáculo.
13 - E um côvado de um lado e outro côvado de outro, que sobejará no comprimento das cortinas da tenda, penderá de sobejo aos lados do tabernáculo de um e de outro lado, para cobri-lo.
14 - Farás também à tenda uma coberta de peles de carneiro tintas de vermelho e outra coberta de peles de texugo em cima.

HINOS SUGERIDOS: 23, 69, 453 da Harpa Cristã

OBJETIVO GERAL
Mostrar que as cores das cortinas do Tabernáculo aponta para a obra completa da salvação.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Na lição passada estudamos a relação da Pia de Bronze com a vida de pureza e santidade do crente em tempos contemporâneos. Vimos também a importância dessa doutrina para o dia a dia da vida cristã.

Nesta lição, porém, estudaremos a relação das cortinas do Tabernáculo com as verdades espirituais. Nosso objetivo é extrair dessa comparação, lições que edifiquem a nossa vida cristã. Veremos que Deus, ao longo da revelação das Escrituras Sagradas, sempre usou coisas simples para ensinar verdades espirituais. Foi assim no Antigo Testamento, bem como no Novo Testamento e, especialmente, no ministério de Jesus Cristo. Suas parábolas são provas cabais desse tipo de ensinamento.

PONTO CENTRAL
As cores das cortinas do Tabernáculo apontam para a nossa salvação.

INTRODUÇÃO
As cortinas do Tabernáculo têm muito a dizer-nos acerca da maravilhosa obra redentora de Cristo. Pelas suas estruturas, simbologia e cores, veremos como esse utensílio importante do Tabernáculo se fez figura e estímulo para adentrarmos à presença de Deus de maneira confiante e ousada.

I - AS COBERTAS E AS CORTINAS DO TABERNÁCULO
- Classificar a coberta e as cortinas do Tabernáculo;

Embora fosse complexa em detalhes e específica nos materiais e cores, a estética do Tabernáculo tinha de apresentar uma leitura fácil, pois a montagem e desmontagem do santuário tinham de ser de acordo com a simplicidade do cotidiano da vida no deserto. As cobertas e as cortinas do Tabernáculo estavam assim classificadas:

1. A coberta exterior.
A coberta era feita de peles de animais marinhos (texugos ou golfinhos). O desenho não expressa beleza exterior ou algo que chamasse a atenção. Tratava-se de um material para resistir as intempéries do deserto; era rústico. A estrutura na qual repousava a coberta era feita de madeira de acácia e revestida com ouro para sustentá-la (Êx 26.18-30).

Ora, imagine uma estrutura de madeira de acácia forrada com ouro por dentro e coberta de peles de animais diversos por fora. Assim era o Tabernáculo. É inevitável não correlacionar a estética exterior do Tabernáculo com a humanidade do nosso Salvador, Jesus Cristo, que se fez carne entre nós (Jo 1.14). A profecia de Isaías acerca da humanidade de Jesus é vívida: “Porque foi subindo como renovo perante ele e como raiz de uma terra seca; não tinha parecer nem formosura; e, olhando nós para ele, nenhuma beleza víamos, para que o desejássemos” (53.2).

2. As cortinas internas.
Por baixo da coberta exterior havia uma coberta de peles de carneiro tingidas de vermelho (v.14). Por debaixo das peles de carneiro, havia outras cortinas feitas de peles de cabras brancas, sem ser tingidas (26.7-13). Por último, havia uma quarta cortina que podia ser vista somente do lado de dentro do Tabernáculo. Era uma cortina feita de linho branco e fino com bordados das figuras de querubins (26.1-6). Suas cores eram púrpura, escarlate e azul. A visão dessa cortina lembrava o céu de glória (Jo 14.1-3).

Toda essa imagem nos aponta alguns símbolos importantíssimos:
1) a coberta tingida de vermelho aponta para Cristo e seu sacrifício na cruz, pois o vermelho é o símbolo do sangue de Cristo para a remissão do pecado;
2) as cortinas feitas de peles de cabras brancas, sem serem tingidas, revela uma ideia de pureza e justiça do nosso Salvador (2 Co 5.21; Fp 3.9); 3) a última cortina revela a natureza dos seres angelicais que servem junto ao Trono de Deus. Assim, o Tabernáculo tipificava a morada de Deus e as características redentoras e salvíficas expressas na obra expiatória de Jesus Cristo (Sl 32.1,2; Rm 4.6-8).

SÍNTESE DO TÓPICO I
A coberta e as cortinas do Tabernáculo estavam classificadas em “coberta exterior” e “cortinas internas”.

SUBSÍDIO DIDÁTICO-PEDAGÓGICO
Ao introduzir o assunto acerca da coberta e das cortinas, reproduza a imagem desta página. Enfatize aos alunos o cortinado do pátio, a coberta
exterior sobre o santuário e as cortinas internas. Essa imagem reforçará a ideia sobre a estética do santuário divino.

Todo o cortinado do Tabernáculo era colorido. As cores sempre tiveram
uma significação especial na cultura do povo judeu. A diversidade dessas cores, bem como a matéria-prima material, apontava para uma completude salvívica.

Refletir sobre a completa obra da salvação é o nosso objetivo. Por isso a
a imagem abaixo está disponível para guiar os alunos neste entendimento. É uma maravilhosa oportunidade para refletir sobre a salvação.

II - O CORTINADO DO PÁTIO DO TABERNÁCULO
- Descrever a simbologia das cortinas do Tabernáculo;
                                 
1. A simbologia descritiva das cortinas do Tabernáculo.
Descrever a importância das cortinas do Tabernáculo e não considerar seu valor espiritual e tipológico significa ignorar o propósito integral do texto narrativo acerca do santuário. Ora, a precisão dos detalhes de cada peça e material usados para construir o Tabernáculo servia de ensino das verdades acerca das coisas espirituais. Por isso, a madeira, metais, tecidos e tintas especiais usadas no Pátio do Santuário remontam a uma tipologia singular com relação a pessoa e obra de Jesus, o Senhor e Redentor nosso.

2. O significado de separação.
O ambiente entre a cerca e o Tabernáculo era o pátio. Havia um cortinado branco de linho fino torcido que tinha por objetivo fazer a separação dos pecadores. Para adentrar ao Pátio, o pecador deveria levar a sua oferta pelo pecado. Assim, as cortinas faziam a separação entre o santo e o profano (Êx 38.9-13).

Nesse sentido, a imagem do cortinado de linho torcido simboliza a pureza de Deus num mundo de impurezas. É o símbolo da santidade e pureza de Jesus, pois, como homem, nosso Senhor não teve mácula, conforme Ele mesmo indagou de seus opositores: “Quem dentre vós me convence de pecado?” (Jo 8.46).

Aqui, há uma distinção importante que deve ser feita em relação à Antiga Aliança: na Nova Aliança, a Igreja de Cristo não se fecha dentro de uma “cerca”, mas está pronta para receber qualquer tipo de pecador, uma vez arrependido, que confessa o senhorio de Jesus Cristo em sua vida.

3. O significado de santidade. Santidade é a separação absoluta do pecado e dedicação exclusiva a Deus.
Por isso, as cortinas da cerca do Pátio e do Tabernáculo, bem como tudo dentro dele, revelam santidade. Não podemos jamais desconsiderar a seriedade do chamado para vivermos uma vida santa. Os tempos atuais nos desafiam a viver um estilo de vida na presença de Deus, manifestando a santidade e a pureza de Cristo Jesus. Ter a consciência da santidade bíblica significa ter a disposição para viver na contramão do mundo (1 Jo 2.15).

SÍNTESE DO TÓPICO II
A simbologia das cortinas do pátio traz o ensino bíblico da separação entre o santo e o profano.

SUBSÍDIO VIDA CRISTÃ
“Santificados pela Cruz
Jesus ainda faz a mesma oração hoje em dia, para que todo crente seja santificado. A santificação nos torna um com o Senhor Jesus (Hb 2.11) e nos faz santos como Jesus.

Paulo escreve em 1 Tessalonicenses 4.3: ‘Esta é a vontade de Deus, a vossa santificação'. Assim, é da vontade de Deus que todas as almas sejam salvas de todos os pecados - os atuais e o original. Os pecados atuais são os que cometemos voluntariamente, ao passo que o pecado original é o que herdamos do primeiro Adão. Todo pecado é limpo pelo sangue de Jesus Cristo. Temos de morrer para o velho homem. ‘Sabendo isto: que o corpo do pecado seja desfeito, a fim de que não sirvamos mais ao pecado' (Rm 6.6). Deus está chamando o seu povo à verdadeira santidade nestes dias. Agradecemos a Ele pela bendita luz que está nos dando. ‘De sorte que, se alguém se purificar destas coisas, será vaso para honra, santificado e idôneo para uso do Senhor e preparado para toda boa obra' (2 Tm 2.21). Ele quer dizer que temos de ser purgados da impureza e de todos os tipos de pecado. A santificação nos torna santos e destrói a linhagem do pecado, o amor ao pecado e a carnalidade. Ela nos purifica e tornamos mais brancos que a neve” (SEYMOUR. Devocional: O Avivamento da Rua Azusa. Série: Clássicos do Movimento Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2003, pp.123-22).

III - AS CORES DAS CORTINAS DO TABERNÁCULO
- Expor o significado simbólico das cores das cortinas do Tabernáculo.

1. O significado especial das cores.
As cores usadas na estrutura do Tabernáculo tinham um significado especial. Por meio delas, o povo de Israel perceberia o símbolo da manifestação da glória de Deus nos sacrifícios que fossem apresentados.
Havia uma ordem em que as cores eram mencionadas:
(1) azul;
(2) púrpura;
(3) carmesim;
(4) branco. Essas cores estavam na porta de entrada que dava acesso ao lugar sagrado, onde, por meio do ministério do sacerdote, o pecador encontrava-se com Deus. Assim, toda vez que alguém entrava por essa porta, deparava-se com a simbologia das cores. Para nós, os discípulos de Cristo, essas cores apontavam para a obra de Cristo que envolve a remissão do passado, do presente e do futuro. É a obra completa da salvação.

2. A cor azul celeste (Êx 27.16).
É uma cor que remete ao céu e indica a origem celestial de Cristo e sua divindade. Nosso Senhor era verdadeiramente homem e verdadeiramente Deus. Ele veio do céu, mas fez-se homem na Terra (Jo 1.14). Depois da sua ressurreição e vitória contra a morte, Ele foi recebido no céu, reavendo aquela mesma glória de antes que o mundo existisse (Jo 17.5 cf. Fp 2.5-11; Ef 1.20-23). Por intermédio do Espírito Santo, nosso Senhor edifica e zela pela sua Igreja, a Noiva em que um dia brevemente buscará (Hb 12.24; Jo 17.9,20; Rm 8.34; 1 Ts 4.16,17).

3. A cor púrpura (Êx 27.16).
A púrpura era um tecido roxo obtido de moluscos que estão no fundo dos mares. É uma cor que remete à ideia de realeza e que aponta para o futuro. Em relação a Cristo, a cor é uma figura da realeza e divindade de Jesus (Ef 1.20,21), bem como a sua manifestação triunfal para implantar o Reino Milenial (Sl 110; Is 9.6; Lc 1.32). O nosso Deus jamais perdeu o controle da história!

4. A cor escarlate (carmesim) (Êx 27.16).
O carmezim é uma cor de sangue, vermelho vivo. Se, por um lado, a cor projeta o vitupério do Calvário e o triunfo da obra salvífica de Cristo, por outro, ela aponta para a glória vindoura do reinado do “Rei dos reis e Senhor dos senhores” (Zc 14.9; 1 Tm 6.14,15; Ap 19.11-16). Nosso Senhor sofreu, foi ferido e derramou seu sangue remidor como nos revela Apocalipse 19.13: “E estava vestido de uma veste salpicada de sangue, e o nome pelo qual se chama é a Palavra de Deus”.

5. A cor branca do linho torcido.
Em ponto anterior, tratamos dessa cor para falar da santidade de Cristo. Num sentido especial, o linho torcido é o tecido rústico e batido que lembra a humanidade de Jesus e seu sofrimento em nosso lugar. Lembra também o fato de que a morte de Cristo tornou-se o fundamento da justiça em nosso favor (1 Pe 1.18,19; Ap 1.5).

SÍNTESE DO TÓPICO III
As múltiplas cores das cortinas do Tabernáculo apontam para a obra completa da salvação.

SUBSÍDIO VIDA CRISTÃ
“Até à Morte
Chegamos à última noite da vida do Senhor. Ele está com os discípulos no Cenáculo. Aqui acontecerá o ato final entre eles, a consumação de toda a sua vida. Há um detalhe nesse ato que o Senhor não deixou claro para muitos.

Eles se sentaram em volta da mesa para cearem. Jesus tomou o pão, partiu-o e os instruiu a tomar e comer. O que Ele quis dizer com isso? Considerando que Ele estava presente na carne, qual foi o significado de partir o pão?

Através deste ato, o Senhor Jesus Cristo declarou diante de Deus, diante dos anjos e diante dos homens que Ele não hesitaria em morrer pelo mundo. Não havia limites. Ele seria fiel até à morte.

Assim como Ele tinha sido fiel em vida e vivido cada dia consciente de tudo o que acontecia ao seu redor, agora Ele cravaria o seu inteiro na cruz. Seria fiel até à morte.

O real propósito de tornar-se cristão não é tão somente ser salvo do inferno e ir para o céu. É tornar-se filho de Deus, assumir o caráter de Jesus Cristo para permanecer diante dos homens, e, caso necessário, até ser sentenciado à pena máxima, à morte, recusando-se a pecar, não aceitando curvar a cabeça diante de Satanás, preferindo morrer a desonrar o Filho de Deus.

Se o caráter de Jesus Cristo entrou em você e em mim, então, em termos de propósito, isso nos tornou como Ele. Fez-nos de fato como Ele. Bendito seja Deus! O seu Espírito nos é dado. Bendito seja Deus! O seu Espírito nos é dado. Bendito seja Deus por essa mesma fidelidade inextinguível que caracterizou o Filho de Deus” (LAKE, John G. Devocional. Série: Clássicos do Movimento Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2001, pp.51-52).

CONCLUSÃO

O autor da Epístola aos Hebreus exorta-nos a chegar com confiança ao trono da graça, pois assim alcançaríamos misericórdia e acharíamos graça para, num tempo oportuno, sermos auxiliados (4.16). Jesus, o Sumo Sacerdote perfeito, deu-nos esse privilégio para desfrutarmos da presença santa de Deus mediante a fé. Não tenhamos receio de adentrar a presença santa do Pai!