segunda-feira, 10 de junho de 2019



Lições Bíblicas do 2° trimestre de 2019 - CPAD | Classe: Adultos | Data da Aula: 16 de Junho 2019.
TEXTO ÁUREO
“Porque nos convinha tal sumo sacerdote, santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores e feito mais sublime do que os céus.” (Hb 7.26)
Verdade Prática
Nosso grande e único Sacerdote é Jesus Cristo. Ele intercede eficazmente em nosso favor diante do Pai.
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Êx 29.1-34: O sacrifício levítico
Terça - Êx 29.35-46: A santificação de Arão e de seus filhos
Quarta - Êx 39.1-32: A vestimenta sacerdotal
Quinta - Hb 10.1-18: O sacrifício perfeito
Sexta - Hb 7.4-9: O símbolo do sacerdócio eterno de Cristo
Sábado - Hb 10.18-25: O novo e vivo caminho para Deus
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Êxodo 28.1; Levítico 8.22; Hebreus 7.23-28; 1 Pedro 2.9

Êxodo 28:
1 - Depois, tu farás chegar a ti teu irmão Arão e seus filhos com ele, do meio dos filhos de Israel, para me administrarem o ofício sacerdotal, a saber: Arão e seus filhos Nadabe, Abiú, Eleazar e Itamar. Levítico 8
22 - Depois, fez chegar o outro carneiro, o carneiro da consagração; e Arão e seus filhos puseram as mãos sobre a cabeça do carneiro;

Hebreus 7.23-28:
23 - E, na verdade, aqueles foram feitos sacerdotes em grande número, porque, pela morte, foram impedidos de permanecer;
24 - mas este, porque permanece eternamente, tem um sacerdócio perpétuo.
25 - Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles.
26 - Porque nos convinha tal sumo sacerdote, santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores e feito mais sublime do que os céus,
27 - que não necessitasse, como os sumos sacerdotes, de oferecer cada dia sacrifícios, primeiramente, por seus próprios pecados e, depois, pelos do povo; porque isso fez ele, uma vez, oferecendo-se a si mesmo.

28 - Porque a lei constitui sumos sacerdotes a homens fracos, mas a palavra do juramento, que veio depois da lei, constitui ao Filho, perfeito para sempre.

1 Pedro 2.9:
9 - Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.

HINOS SUGERIDOS: 56, 141, 176 da Harpa Cristã

OBJETIVO GERAL
Mostrar a superioridade do sacerdócio de Cristo sobre o levítico.

• INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Se na lição anterior vimos que o sistema de sacrifícios do Antigo Testamento apontava para o sacrifício do Calvário, nesta veremos que a classe sacerdotal levítica apontava para o sacerdócio perfeito de Cristo Jesus. Nosso Senhor estabeleceu um novo e perfeito sacerdócio, trouxe uma salvação perfeita por intermédio de seu santo ministério e tornou-se o único e verdadeiro mediador entre Deus e os homens. O Senhor Jesus nos reconciliou com o Pai Celestial!

PONTO CENTRAL
O Senhor Jesus é o grande e único sacerdote de seu povo.

INTRODUÇÃO
Há uma relação especial entre o sacerdócio levítico e o sacerdócio cristão. Enquanto o levítico foi estabelecido em Arão, o do Novo Testamento foi estabelecido em Cristo, segundo a ordem de Melquisedeque.

Nesta lição, veremos como se deu a escolha dos sacerdotes do Antigo Testamento. Veremos também a importância de suas vestimentas como sinal de autoridade para o serviço divino. E, finalmente, mostraremos por que o sacerdócio de Cristo é superior. Ele é o Sumo Sacerdote perfeito!

I - A ESCOLHA DOS SACERDOTES (ÊX 28.1)
Explicar o processo de escolha dos sacerdotes;

Deus escolheu a linhagem sacerdotal levítica, e não Moisés. Essa escolha indicava a soberania do Senhor para designar obreiros para sua Obra. No ministério cristão, por meio do Espírito Santo, Deus é quem elege líderes para o ministério (At 13.2).

1. Os sacerdotes precisavam pertencer à tribo de Levi.
O Altíssimo ordenou que Moisés contasse os filhos de Israel, excetuando a tribo de Levi, a fim de que os levitas se encarregassem dos ofícios do Tabernáculo (Nm 1.49,50; 3.6). Assim, o sacerdócio de Levi obteve uma posição proeminente entre as demais tribos de Israel (Nm 1.52,53).

2. Características especiais dos levitas.
Aqui, destacaremos duas características especiais dos levitas:
(1) O chamamento específico para o serviço do Tabernáculo;
(2) A unidade, pois todos falavam a mesma língua, defendiam o mesmo comportamento e mantinham a mesma fé. Ambas as características apontam para a importância da unidade da Igreja. A igreja local é o Corpo de Cristo, portanto, o chamamento e a unidade são a sua marca (Jo 17.20,21).

3. A consagração sacerdotal tinha um só propósito.
Os sacerdotes foram consagrados para servir no Tabernáculo. Separados pelo e para o Senhor, não podiam executar outra atividade que fugisse a esse propósito (Nm 1.50; 3.12). Logo, o método de Deus para os obreiros do Novo Testamento não é diferente: os obreiros do Senhor não se embaraçam “com negócio desta vida” (2 Tm 2.4). Ratificando esse princípio, nosso Senhor declarou que o vocacionado para “arar a terra” não pode olhar para trás (Lc 9.62). É preciso olhar para frente e fazer a obra divina com perseverança e fé (Hb 10.38).

SÍNTESE DO TÓPICO I
Para ser sacerdote era necessário pertencer a tribo de Levi, ter um chamamento, viver em unidade e servir no Tabernáculo.

SUBSÍDIO DIDÁTICO-PEDAGÓGICO


Após fazer a exposição deste tópico, sugerimos as seguintes perguntas: “O que é chamado?”; “O que é vocação?”; “Você é vocacionado para alguma obra?”

É possível que muitos alunos ainda não tenham pensado a respeito da vocação de Deus para suas vidas. Use este tópico para estimulá-los a pensar seriamente sobre isso. Descobrir a nossa vocação, muitas vezes, significa descobrir o sentido da vida. Deus deseja revelar sua vontade à vida de seus alunos.

II - VESTIMENTA SACERDOTAL PARA O SERVIÇO
Descrever a vestimenta sacerdotal para o serviço;

1. Simbologia da vestimenta sacerdotal.
O capítulo 28 de Êxodo descreve a vestimenta sacerdotal para o serviço no Tabernáculo. A vestimenta tinha características especiais e cerimoniais, pois servia de “glória e ornamento” do ministério (Êx 28.2). A vestimenta era um símbolo da autoridade sacerdotal. Além de despertar a atenção do povo, marcava o caráter divino do serviço.

2. A túnica chamada “éfode” (Êx 28.4).
Era uma espécie de avental sem manga que cobria a frente e as costas, unido por tiras em cada ombro e por um cinto (Êx 28.6-8). As tiras tinham engastes de ouro com pedras de ônix, em cada uma tinha a gravação dos nomes dos filhos de israel. Dos engastes de ouro dessas pedras pendia o peitoral. O éfode descia um pouco abaixo da cintura, por cima da túnica de linho até os pés do sacerdote. Por levar sobre os ombros os nomes dos filhos de Israel, o Sumo Sacerdote constituía-se no mediador do povo diante de Deus.

3. O “Urim e Tumim”.
Provavelmente eram uma forma de lançar sortes. No Antigo Testamento, o povo de Deus pedia a orientação divina para tomar cada decisão importante (Nm 26.55,56). Para isso, recorria ao Urim e Tumim. No hebraico, a expressão significa “luzes e perfeições”. Eram pedras colocadas provavelmente sobre o peitoral do Sumo Sacerdote, representando a vontade de Deus; numa pedra, a resposta positiva, e na outra, a resposta negativa (Ed 2.63; Ne 7.65). O Sumo Sacerdote só tomava as pedras do Urim e Tumim em casos muito especiais (1 Sm 28.6). No Novo Testamento, é relatada uma prática semelhante ao Urim e o Tumim, na escolha do sucessor de Judas Iscariotes (At 1.26).

SÍNTESE DO TÓPICO II
A vestimenta sacerdotal tinha uma simbologia cerimonial relevante: a “glória” e o “ornamento” do santo ministério.

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO


"A estola. A vestimenta usada pelo sumo sacerdote era ornamentada. Pedras colocadas em fivelas nos dois ombros, nas quais os nomes das tribos estavam gravados, pareciam sua mais importante característica. Ao usá-la, o sumo sacerdote aceitava o papel de representante de todo o povo. O que ele fazia, fazia por eles e por Deus.

Sacerdotes comuns vestiam simples estolas longas até as coxas, feitas de linho fino branco quando ministravam (Êx 39.27; 1 Sm 2.18; 2 Sm 6.14).

O peitoral. O peitoral era um colete finamente modelado. Era preso à estola com correntes de ouro e decorado com quatro fileiras de joias, cada um representando uma tribo de Israel. Há um significado especial em vestir o nome das tribos de Israel sobre o coração do sumo sacerdote. Como representante de outros diante Deus, ele deveria preocupar-se profundamente com eles, até mesmo como o próprio Senhor. A adoração pode ser cerimonial. Mas pode tornar-se um mero ritual” (LAWRENCE, Richards O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma Análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, p.70).

III - O SACERDÓCIO DE CRISTO (Hb 7.23-28)
Expor sobre o sacerdócio de Cristo.

A origem do ofício sacerdotal remonta a Melquisedeque, rei de Salém (Hb 7.1), e, posteriormente a Arão, da família de Levi (Êx 29.30). No Antigo Testamento, a função sacerdotal restringia-se a tribo levita. Já no Novo Testamento, o Senhor Jesus, no Calvário, ergue-se como o Sumo Sacerdote da ordem de Melquisedeque, superior à ordem de Arão.

1. Um novo e perfeito sacerdócio.
O autor da Epístola aos Hebreus escreveu: “Porque, mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também mudança da lei” (Hb 7.12). O sacerdócio levítico era imperfeito (Hb 7.11). Nele, os sacrifícios, o culto, as ofertas e a liturgia dos serviços eram apenas sombra do verdadeiro sacerdócio a ser oficiado por Cristo.

O sacerdócio do Filho de Deus veio “segundo a ordem de Melquisedeque”, e não segundo a ordem de Arão. Jesus Cristo foi capaz de reconciliar o homem com Deus, por meio de seu sangue, abrindo o caminho para uma comunhão verdadeira com o Pai. O Evangelho da Nova Aliança havia chegado!

2. Jesus trouxe salvação perfeita.
Diferentemente dos sacerdotes araônicos, que se sucediam no ministério, porquanto mortais e pecadores, Jesus, sendo eterno e santo, salvou-nos eficazmente através de um único sacrifício; Ele é a oferta e o ofertante (Hb 7.25). Além disso, Jesus Cristo intercede por nós: “Porque nos convinha tal sumo sacerdote, santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores e feito mais sublime do que os céus, que não necessitasse, como os sumos sacerdotes, de oferecer cada dia sacrifícios, primeiramente, por seus próprios pecados e, depois, pelos do povo; porque isso fez ele, uma vez, oferecendo-se a si mesmo” (Hb 7.26).

3. Jesus, o mediador de uma melhor aliança.
Na Antiga Aliança tudo era perfeito: mandamentos, estatutos e juízos. Mas o homem, enfermo pelo pecado, não tinha forças para obedecer às ordenanças divinas como o Senhor requeria de cada um. Mas Jesus, sendo o perfeito cumprimento da Lei e dos Profetas, veio para morrer em nosso lugar, resgatando-nos do pecado.

Ele é o sacrifício perfeito; expiou-nos as culpas, justificando-nos perante Deus (Rm 5.1). Através de sua graça, vivemos no Espírito e cumprimos a Lei do Espírito. Amém!

SÍNTESE DO TÓPICO III
O sacerdócio de Cristo é novo e perfeito, pois trouxe uma salvação perfeita, fazendo-se mediador de uma melhor aliança.

SUBSÍDIO DE VIDA CRISTÃ
“Não há vida fora de Jesus Cristo, não há vida eterna fora de Jesus Cristo, segundo declaração do próprio Jesus. João disse: ‘E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está em seu filho. Quem tem o filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida' (1 Jo 5.11,12). Observe estas palavras: ‘Segundo as promessa da vida'. Não há promessa de vida fora de Jesus Cristo. Jesus foi o mestre mais enfático que o mundo jamais viu. Ele disse: ‘Necessário vos é nascer de novo' (Jo 3.7). Não há uma maneira pela qual você possa contornar a questão. Não há possibilidade de evitar esta verdade. Você tem de ir diretamente até ela e encará-la. ‘Segundo a promessa da vida que está em Cristo Jesus'” (LAKE, John G. Devocional. Série: Clássicos do Movimento Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2003, pp.140-41).

CONCLUSÃO
Quem recebe a Cristo como Salvador e Senhor, “nova criatura é; eis que tudo se fez novo” (2 Co 5.17). Andemos em novidade de vida para a glória de Deus! Ele é o nosso perfeito Sumo Sacerdote.

segunda-feira, 3 de junho de 2019


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Lições Bíblicas do 2° trimestre de 2019 - CPAD | Classe: Adultos | Data da Aula: 9 de Junho 2019.
TEXTO ÁUREO
“Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus, ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus.” (Rm 3.25)
Verdade Prática
Jesus Cristo executou, na cruz, o sacrifício perfeito, obtendo, por meio de seu sangue, e de uma vez por todas, a redenção eterna para todos os que creem nEle.
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Lv 6.8-13; Hb 10.4-10: A oferta de holocaustos
Terça - Lv 6.14-23: A oferta de manjares
Quarta - Lv 7.11-21: A oferta pacífica
Quinta - Lv 6.24-30: A oferta pela expiação do pecado
Sexta - Lv 7.1-10: A oferta pela expiação da culpa
Sábado - Lv 16.1-23: O grande Dia da Expiação
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Levítico 1.1-3; 2.1-3; 3.1,2; 7.1,2; 1 João 2.1,2

Levítico 1.1-3:
1 - E chamou o SENHOR a Moisés e falou com ele da tenda da congregação, dizendo:
2 - Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Quando algum de vós oferecer oferta ao SENHOR, oferecereis as vossas ofertas de gado, de vacas e de ovelhas.
3 - Se a sua oferta for holocausto de gado, oferecerá macho sem mancha; à porta da tenda da congregação a oferecerá, de sua própria vontade, perante o SENHOR.

2.1-3:
1 - E, quando alguma pessoa oferecer oferta de manjares ao SENHOR, a sua oferta será de flor de farinha; nela, deitará azeite e porá o incenso sobre ela
2 - E a trará aos filhos de Arão, os sacerdotes, um dos quais tomará dela um punhado da flor de farinha e do seu azeite com todo o seu incenso; e o sacerdote queimará este memorial sobre o altar; oferta queimada é, de cheiro suave ao SENHOR.

3 - E o que sobejar da oferta de manjares será de Arão e de seus filhos; coisa santíssima é, de ofertas queimadas ao SENHOR.

3.1,2:
1 - E, se a sua oferta for sacrifício pacífico, se a oferecer de gado macho ou fêmea, a oferecerá sem mancha diante do SENHOR.
2 - E porá a sua mão sobre a cabeça da sua oferta e a degolará diante da porta da tenda da congregação; e os filhos de Arão, os sacerdotes, espargirão o sangue sobre o altar, em roda.

7.1,2:
1 - E esta é a lei da expiação da culpa; coisa santíssima é.
2 - No lugar onde degolam o holocausto, degolarão a oferta pela expiação da culpa, e o seu sangue se espargirá sobre o altar em redor.

1 João 2.1,2
1 - Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o Justo.
2 - E ele é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo.

HINOS SUGERIDOS: 20, 287, 380 da Harpa Cristã

OBJETIVO GERAL
Apresentar as diferentes ordens cerimoniais que constituem o sistema de sacrifícios estabelecido em Israel.

• INTERAGINDO COM O PROFESSOR
A lição desta semana destaca a funcionalidade dos sacrifícios designados por Deus para compor o complexo sistema de sacrifícios no Antigo Testamento. As ordenanças quanto aos cerimoniais deveriam ser seguidas à risca. Esta foi a forma que Deus empregou para ensinar o seu povo que a reconciliação e a comunhão com Ele não poderiam ser tratadas com menor importância. Deveria haver temor e obediência contínuos no cumprimento das suas ordenanças. Entretanto, a Palavra de Deus nos mostra que o sacrifício único de Cristo na cruz do Calvário foi suficiente para apagar os nossos pecados e nos reconciliar com o Criador (2 Co 5.21; 1 Pe 3.18). Portanto, devemos ser gratos a Deus por tão grande amor e bondade.

PONTO CENTRAL
O sistema de sacrifícios do Antigo Testamento é a representação perfeita do sacrifício de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

INTRODUÇÃO
Antes de ser uma resolução de Moisés, o sistema de sacrifícios estabelecido em Israel foi ordenado por Deus. Os livros de Êxodo e Levítico apresentam, com precisão, as instruções sobre como eles deveriam ser apresentados a Deus dentro do Tabernáculo. Nesta lição, veremos como esse sistema foi praticado e desenvolvido até que chegasse ao supremo e suficiente sacrifício de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo: a expiação do Calvário.

I - A OFERTA VOLUNTÁRIA: O HOLOCAUSTO (Lv 1.1-3)
Explicar o que era oferta voluntária do Holocausto;

1. O conceito de holocausto.
A palavra “holocausto”, no hebraico, olah, significa “levantar, fazer subir, que ascende”. Vimos esse conceito em lição anterior, mas em relação ao altar do holocausto. Aqui, estamos analisando a apresentação do próprio sacrifício de holocausto. Nesse sentido, essa oferta era apresentada pelo sacerdote no altar, de onde um “cheiro suave” subia “às narinas de Deus”. Era um modo antropomórfico; isto é, uma figura tipicamente humana para referir-se a Deus.

2. O que era a oferta de holocausto?
Basicamente, a oferta apresentada no altar do holocausto podia ser de animais como boi, ovelha, cabra, pombinhos ou rolinhas. Cada vítima era queimada no altar. Era um tipo de sacrifício que apontava para a vítima perfeita: o Cordeiro de Deus “que tira o pecado do mundo” (Jo 1.29 cf. Is 52.13-15; Fp 2.5-8; Hb 12.2,3).

3. Uma oferta voluntária.
A oferta tinha um caráter voluntário (Lv 1.3). O objetivo do holocausto era que Deus aceitasse o ofertante. Essa aceitação dependia de a oferta apresentada pelo sacerdote ser aceita diante de Deus. Assim, o ofertante colocava a mão sobre a cabeça da vítima a ser sacrificada, transferindo, para si, os benefícios do sacrifício: a expiação dos pecados. O animal era imolado fora da tenda e, em seguida, conduzido ao altar dos holocaustos.

4. O sacrifício de Cristo foi um “holocausto” agradável ao Pai.
Dois textos bíblicos expressam essa verdade. Efésios 5.2 diz: “Cristo vos amou e se entregou a si mesmo por nós, em oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave”. E também Hebreus 9.13,14: “porque, se o sangue dos touros e bodes e a cinza de uma novilha, esparzida sobre os imundos, os santificam, quanto à purificação da carne, quanto mais o sangue de Cristo, que, pelo Espírito eterno, se ofereceu a si mesmo imaculado a Deus, purificará a vossa consciência das obras mortas, para servirdes ao Deus vivo?”. Trata-se, pois, de uma imagem perfeita de como fomos reconciliados com o Pai mediante o sacrifício de seu amado Filho (2 Co 5.19).

SÍNTESE DO TÓPICO I
O holocausto era a imagem perfeita de como fomos reconciliados com o Pai mediante o sacrifício de seu Filho amado, Jesus.

SUBSÍDIO DIDÁTICO-PEDAGÓGICO

A aula desta semana é uma excelente oportunidade para que seus alunos conheçam a aplicabilidade de cada cerimonial de sacrifício instituído na Lei mosaica. Neste caso, à medida que você destacar a importância do holocausto como imagem perfeita do sacrifício de Cristo na cruz do Calvário, é fundamental que seus alunos visualizem como acontecia este cerimonial. Para tanto, pesquise na internet, ou revistas, e leve para a sala de aula imagens ou figuras que representem o momento do holocausto realizado pelo sacerdote. Sugiro para o seu estudo o Novo Manual de Usos e Costumes dos Tempos Bíblicos, especificamente, o capítulo que trata a respeito da religião; e o livro Tempos do Antigo Testamento: um contexto Social, Político e Cultural.

II - A OFERTA DE MANJARES (Lv 2.1-3)
Ressaltar o que representava a oferta de manjares;

1. O significado da oferta.
Essa oferta representava a gratidão do hebreu pela fecundidade da terra. Ele tirava os cereais comestíveis e oferecia-os ao Senhor como “um sacrifício de manjares”. Essa imagem nos fala de como devemos apresentar o fruto do nosso trabalho diante de Deus. Não podemos nos apresentar perante Ele de mãos vazias (Mt 25.14-30).

2. Como era a oferta de manjares?
Essa oferta também era chamada de “Festa das Primícias” (2.12-16). Ela compunha-se de grãos novos e macios colhidos na primeira colheita. Essa oferta também era feita de farinha fina misturada com azeite. Sabemos, pela Bíblia, que o azeite é um dos símbolos do Espírito Santo (Zc 4.2-6; Êx 30.31). Essa oferta faz-nos lembrar da importância de vivermos uma vida dependente do Espírito Santo. Que possamos, na força do Espírito, fazer as mesmas obras que o nosso Senhor fez (At 10.38).

3. A oferta aponta para um alimento espiritual.
A Palavra de Deus diz que o nosso Senhor é o “pão vivo que desceu do céu”, o trigo que foi moído para se tornar o nosso alimento espiritual (Jo 6.33-35). Logo, da mesma forma que Israel obedeceu à ordenança divina de apresentar a oferta de manjares diante de Deus, nós somos instados, por Cristo, a alimentar-nos dEle. O testemunho do Senhor é verdadeiro (Jo 5.30; 8.28).
SÍNTESE DO TÓPICO II
A oferta de manjares representa como devemos apresentar o fruto do nosso trabalho diante de Deus. Não podemos nos apresentar perante Ele de mãos vazias.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO
“O próprio cerne da relação do concerto — comunhão entre o Senhor e o seu povo — e o meio da sua realização inicial de Levítico, onde, com respeito aos holocaustos, o Senhor diz: ‘À porta da tenda da congregação [a oferta] trará, para que o homem seja aceito perante o SENHOR'? (Lv 1.3, ARA). [...] O fato de o concerto entre o Senhor e Israel ter sido modelado segundo os pactos do antigo Oriente Próximo em forma e função, permite-nos entender com clareza incomum, a miríade de detalhes relacionados ao culto no Pentateuco. Os sacrifícios e as ofertas tinham o objetivo de demonstrar a subserviência de Israel, expiar as ofensas contra o Soberano, o Senhor, e refletir a harmonia e a índole pacífica da relação estabelecida ou restabelecida.

O holocausto e a oferta de manjares (Lv 1-2) serviam para identificar o ofertante como servo do rei, servo que não ousava chegar diante dele de mãos vazias. As ofertas pelo pecado e pela culpa (Lv 4-5) serviam para restabelecer uma relação que fora rompida por causa da desobediência do servo. Elas eram a sua recompensa a um senhor ofendido. As ofertas pacíficas (ou de comunhão, Lv 3) constituíam expressão da ação de graças pelo vassalo a um estado de comunhão que atualmente existia. Eram testemunhos voluntários e não-obrigatórios de um coração  cheio de graças e louvor pela bondade do Senhor” (ZECK, Roy B. Teologia do Antigo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2009, pp.71,72)

III - A OFERTA PACÍFICA, O SACRIFÍCIO PELO PECADO E O DIA DA EXPIAÇÃO (Lv 3.1,2; 7.1,2)
Conceituar a oferta pacífica, a oferta pelo pecado e o Dia da Expiação.

1. O que era a oferta pacífica?
Era um sacrifício em que o ofertante imolava o animal, tirando porções especiais e separando-as do sangue e da gordura do animal. Em seguida, o sacerdote espargia o sangue do animal imolado ao redor do altar, em sinal da propiciação pela vida do pecador. Depois, os miúdos do animal eram queimados no fogo do altar e, assim, tanto o sacerdote quanto o ofertante, e sua família, comiam a carne nobre do animal imolado (Lv 2.8,13,16,17). Essa oferta significava, literalmente, “um presente oferecido a Deus”, e denotava a comunhão e a felicidade do ofertante com o Pai.

2. A simbologia da oferta pacífica.
A oferta pacífica aponta para a nossa reconciliação com o Pai. A Palavra de Deus mostra que o nosso Senhor proveu a paz entre o homem e o Criador: “porque foi do agrado do Pai que toda a plenitude nele habitasse e que, havendo por ele feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra como as que estão nos céus” (Cl 1.19,20). Isso demonstra que o Senhor foi a oferta pacífica para reconciliar-nos com o Pai, tornando-se assim, a nossa Paz (Is 9.6).

3. O que era a oferta pelo pecado?
Diferentemente das outras oferendas, as ofertas pelo pecado e pela culpa eram obrigatórias. Elas identificavam a natureza pecaminosa do homem; alguém que necessitava apresentar a Deus algo por seus pecados. Esse sacrifício era feito fora do arraial.

O animal teria de ser imolado fora do acampamento hebreu. A Bíblia mostra que Nosso Senhor Jesus foi morto fora de Jerusalém, fazendo-se pecado por nós (1 Pe 2.24).

4. O grande dia da expiação.
Levítico 16 narra o mais importante dia para o povo judeu: o dia da Expiação. O dia em que todo judeu devia observar um jejum e não fazer qualquer trabalho. Esse dia é ainda hoje observado por eles como Yom Kippur, o “Dia do Perdão”.

O dia da Expiação era a data em que o Sumo Sacerdote apresentava um novilho por si mesmo e por sua família (Lv 16.6) e um bode pelo povo (Lv 16.710) no Santo dos Santos, aspergindo o sangue das vítimas sobre o propiciatório (Lv 16.11-19). O rito representava a mais importante oferta pelo pecado de toda a nação.

Esse rito aponta para o nosso grande dia da Expiação, no Calvário, quando Jesus Cristo, nosso Senhor, exclamou na cruz: “Está consumado” (Jo 19.30).

SÍNTESE DO TÓPICO III
A oferta pacífica, a oferta pelo pecado e o dia da expiação são expressões clarividentes da graça redentora de Deus manifestada na cruz do Calvário.

SUBSÍDIO DE VIDA CRISTÃ
“Em certo sentido, o Senhor foi morto pelos executores romanos. Pedro disse: ‘Vós o matastes, crucificando-o por mãos de iníquos' (At 2.23). Mas, em outro sentido, Ele não foi morto, pois entregou voluntariamente sua vida. Jesus disse: ‘Por isso, o Pai me  ama, porque dou a minha vida para tornar a tomá-la. Ninguém ma tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou; tenho poder para a dar e poder para tornar a tomá-la. Esse mandamento recebi de meu Pai' (Jo 10.17,18). O Senhor morreu voluntariamente, o Pastor entregando a vida pelas ovelhas. Que coisa surpreendente! Ninguém morria de boa vontade nos sacrifícios do Antigo Testamento. Nenhum cordeiro, bode ou ovelha jamais rendeu espontaneamente a sua vida. Mas Jesus fez isso por nós. É maravilhoso poder afirmar: ‘Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito'.

Antes de entregar sua vida, Jesus perdoou os inimigos. Deu salvação a um ladrão arrependido. Cuidou de sua mãe. Terminou a obra que Deus lhe dera para fazer. [...] hoje devemos seguir o exemplo de Cristo e perdoar nossos inimigos, pois é possível que venhamos morrer ainda hoje. Não queremos encontrar o Senhor tendo alguma coisa contra quem quer que seja no coração. Queremos chegar à hora da nossa morte havendo compartilhado com outros a salvação” (WIERSBE, Warren W. O Que as Palavras da Cruz Significam Para Nós. 1a ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2001, p.119).

CONCLUSÃO
Nesta lição, vimos o quanto era complexo o sistema de apresentação de ofertas para diversos pecados, e o dia anual de expiação, em que o Sumo Sacerdote apresentava a oferta pela nação inteira. Mas a Palavra de Deus mostra-nos que o sacrifício único de Cristo, no Calvário, foi suficiente para apagar os nossos pecados (2 Co 5.21; 1 Pe 3.18).

Valorize a graça de Deus e alegre-se no Espírito Santo por este presente: a salvação.